21 setembro 2011

Aprendizado


Quando eu tinha 4 anos, eu ganhei meu primeiro animal de estimação. Era uma cachorrinha MUITO fofa, toda pretinha com manchas douradas no focinho e olhos. Quando a ganhei, levei pra exibir na escola, e me apeguei muito a ela. Seu nome era Kelly.
Eu sempre passeava com a Kelly, e a acostumei sem coleira, até que um dia, no dia 16 de agosto de 2001, por um descuido meu, ela foi atropelada.
Nessa época eu tinha 6 anos, e me lembro que vi a cena do caminhão passando sem dó nem piedade, por cima dela, eu chorei tanto, chorei durante dias, e a enterrei no terreno ao lado de minha casa.
Naquele tempo, eu não estava acostumada com perdas e tristezas, era uma criança de 6 anos, então, meses ou semanas depois, nao me lembro, eu ganhei outra cadela que tenho até hoje.
Então, 10 anos depois, eu simplismente aprendi a conviver com perdas, dores e saudades. 
A perda de uma cadela, se passou para perda de namorado, amigas, familiares, e até de melhor amigo.
Me considero muito nostálgica, e mesmo convivendo com essas coisas, essas tristezas que me parecem serem eternas, ainda dói em mim, não é porque aprendi a conviver que não dói. Dói, dói sim, mas não como antes, porque não deixo transparecer. Meio fria, eu sei. Mas é só um costume. Péssimo costume, dói demais.

''E todas as feridas que me deixarão cicatrizes
Por todos os fantasmas que nunca vão...''
Escrito por Juliana às 1:14:00 PM

3 mil leitores comentaram aqui:

Bruna Tenório disse...

Eu me apego fácil a animais/pessoas. E quando perco, parece uma dor sem fim, não desejo a ninguém! Mas um dia, passa. A dor sempre cicatriza.

Wendyel disse...

Nossa que triste a história da sua cadelinha. Todos temos perdas :\

http://tecido-doce.blogspot.com/
http://cerejadeneve.wordpress.com/

Camilla Martins - http://sugar-dance.org disse...

Assim como a Bruna me apego muito fácil à animais e pessoas, então quando tudo acaba eu fico sem saber o que fazer.

Já te adicionei no msn *-*

Bjonas (:

Fique com Deus <3

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