Desde pequena, sou uma adoradora do mar e suas criaturas. Sério mesmo, acho-as fascinantes.
Lembro-me que quando pequena, iamos nas praias da California, e eu, por ser do interior, ficava maravilhada com a praia; as ondas quebrando nas rochas, as gaivotas voando pelo céu azul, o frescor da brisa leve bagunçando os cabelos, a areia fofa onde marcava as pegadas, o azul infinito, as conchas, os peixes, o barulho dos golfinhos, entre tantas outras coisas.. Aquilo me maravilhava, me encantava, me prendia de uma forma que me fazia pesquisar tudo sobre a vida marinha até que me mandassem parar.
Certa vez, as férias de verão haviam acabado e na escola, pediram para descrêve-las. Descrevi perfeitamente as minhas, descrevi o quanto descobri sobre o mar, o quanto aproveitei e que aquilo me fazia bem, então, uma menina, uma adorada de marcas e shoppings, me perguntou: - Não acha que é muita futilidade conchas te fazerem felizes?
- Não são apenas conchas, o mar em geral.
- Futil do mesmo jeito.
- Futil? Eu não acho que essas pequenas coisas são futeis, não preciso de dinheiro para comprá-las, ou preciso? Bem, acho que não. Sei ficar feliz com pouco, e esse pouco para mim se torna muito. Agora olhe para você, tem que gastar rios de dinheiro para ficar feliz com uma bolsa Prada, mas nem assim, fica satisfeita. - e ela se calou.
Isso foi uma das coisas que o amor pelo mar me ensinou(...)



